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25 de julho de 2013

Vou-me embora pra Pasárgada


Me pergunto o que vem a sua cabeça,
Me pergunto o quão grande é o seu orgulho,
Me pergunto até onde iria para ter o mundo nas mãos.

Mas eu sou só um passarinho preso
em sua gaiola.
Mas eu nunca fiz muito barulho,
além de cantar.

Só peço para que aproveite bem
enquanto pode.
Só peço para que não se entristeça
quando ficar só.

Porque não sou um brinquedo,
Porque eu posso pensar.
Porque me recuso a viver com medo
(e, me desculpe,)
Porque não irá me fazer desistir de sonhar.

Sim, sou um passarinho engaiolado.
Sim, o mundo é grande e pavoroso.
Sim, você só quer me proteger,
(mas eu sou um passarinho e,)
Sim, tenho sede de viver.

A questão é que logo irei escapar,
Nem que seja por um triz.
Pois sou um passarinho que pode voar
E aqui eu não sou feliz.

6 comentários:

M. Deméter disse...

"Só peço para que não se entristeça
quando ficar só."

e

"Porque não irá me fazer desistir de sonhar."

Lidíssimo e gostadíssimo. Fofura de poema, dinoca. <3

Dine disse...

Maah, muito obrigada, amora <3

Alana disse...

Você era legal, dai conheci os poemas.

Dine disse...

Lanis, você por aqui <33

Samantha Coelho disse...

Caramba... que poema mais lindo. Amei!

"Porque não irá me fazer desistir de sonhar."

"(mas eu sou um passarinho e,)
Sim, tenho sede de viver.''

''A questão é que logo irei escapar,
Nem que seja por um triz.
Pois sou um passarinho que pode voar
E aqui eu não sou feliz.''

Esse final <3333333 entendi a essência desse poema e sua força é estampada nele. Vou correr o risco de soar repetitiva, mas a liberdade não tem preço. Já até escrevi um conto sobre isso, quando passei por uma situação parecida. Amei o poema!

Dine disse...

A gente é tão parecida que é até inacreditável, às vezes. Agradeço por todos os conselhos que cê já me deu sobre o assunto e concordo: a liberdade não tem preço.

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