Pages

19 de junho de 2013

Indefinido


Escrito com Lyra, do Canção de Inverno


Ele tinha nome de anjo
Textura de algodão
Cabelo de índio 
Mente sempre distante.
Incerto era o tom dos seus olhos
Queria viajar pelo globo
Ganhou até apelido, veja só!
Mochileiro de lugar-nenhum.

Ela tinha nome comum
O que a diferenciava era a mente:
Inconstante como só
Distante como a dele.
Feita de doce e fel
Ninguém a compreendia
Por isso se fez assim,
Um pouco sozinha.

Viola, violino, quem sabe um violão?
A quietude que, numa melodia,
Como cheiro de café fresco,
Aproximou a bailarina
E o restante de seus anseios.

Liras confundindo-se com harpas
Num aviso interno,
Os pensamentos gritavam
Mesmo assim não percebeu a armadilha
Viu-se presa num labirinto.

Por sua canção o amou
Observando-o sempre de longe.
Ao lado do garoto viajante
Continuou a garota que sempre foi:
Tornou-se a menina que se esconde.

Escondida permaneceu;
Achou que ninguém a percebia
Nem mesmo seu anjo nomeado
Mas restava-lhe a dúvida
E uma pequena esperança nasceu.

E agora:
O que houve com ela?
Ele, por fim, a percebeu?
Nada restou esclarecido
Muito menos o adeus.

6 comentários:

Huirian Suzin disse...

Lindo

Dine disse...

Obrigada, Huirian!

M. Deméter disse...

"Escondida permaneceu;
Achou que ninguém a percebia
Nem mesmo seu anjo nomeado
Mas restava-lhe a dúvida
E uma pequena esperança nasceu."

Opa, esperança é coisa de sempre. Começa bonita e depois fica feia fazendo a gente acreditar no que não deve. =(
Mas o poema ficou todo binitão. <3

Dine disse...

Sim, esperança é uma senhora muito cruel, mesmo. Mas que bom que cê gostou, Maahzoca <3

Samantha Coelho disse...

"E agora:
O que houve com ela?
Ele, por fim, a percebeu?
Nada restou esclarecido
Muito menos o adeus."

Nha :( fiquei com dó da menina, mas a descrição do menino foi tão <3333

Dine disse...

Não fique com dó dela, não. Um dia desses ela também cresceu <3

Postar um comentário